Eram os tempos de D.Dinis,
Quando nascíamos, e depois vivíamos, e assim éramos.
Agora, com a cultura e a corporização,
E outras quantas coisas novas,
primeiro somos numa cabeça,
E depois vivemos e morremos.
Bem que somos o que nos fazem ser,
E diz-se que para viver, não é preciso só um.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Numa sexta-feira um jogo de cartas,
E venha um copo de aguardente,
E um brinde à minha tristeza.
E venha segundo copo de aguardente,
E um brinde à pobreza.
E venha o terceiro, e o quarto,
E um brinde ao dia que correu mal.
E venha o quinto copo de aguardente,
E um brinde à miséria mundial.
E venha o sexto copo de aguardante,
E um brinde aos desaires do senhor ao fundo do café.
E venha o sétimo copo de aguardente,
Pela chuva fria que cai no meu pé.
E venha o oitavo e o nono,
Que aos pares caem melhor.
E venha o décimo copo de aguardente,
Pela parede não ter cor.
E venha o décimo primeiro copo de aguardente,
Para ajudar à visão.
E venha o décimo segundo copo de aguardente,
Que me dói o coração.
E venha a última rodada,
Que a cabeça já está cansada.
E vai o último, pelo desportivismo,
E vou para casa, sem mais saudosismo,
Já que estou levemente embriagado.
Paulo Oliveira
E um brinde à minha tristeza.
E venha segundo copo de aguardente,
E um brinde à pobreza.
E venha o terceiro, e o quarto,
E um brinde ao dia que correu mal.
E venha o quinto copo de aguardente,
E um brinde à miséria mundial.
E venha o sexto copo de aguardante,
E um brinde aos desaires do senhor ao fundo do café.
E venha o sétimo copo de aguardente,
Pela chuva fria que cai no meu pé.
E venha o oitavo e o nono,
Que aos pares caem melhor.
E venha o décimo copo de aguardente,
Pela parede não ter cor.
E venha o décimo primeiro copo de aguardente,
Para ajudar à visão.
E venha o décimo segundo copo de aguardente,
Que me dói o coração.
E venha a última rodada,
Que a cabeça já está cansada.
E vai o último, pelo desportivismo,
E vou para casa, sem mais saudosismo,
Já que estou levemente embriagado.
Paulo Oliveira
Cai-se nisto e naquilo
É um pássaro morto nos meus umbrais, é só isso e nada mais.
Ou talvez, à luz do povo,
demónio meio-morto a assombrar nada nem ninguém nos meus umbrais.
Já para filosofias e metafísicas,
É um agoiro de horror e destruição,
E para mim só é um pássaro morto,
Nos umbrais junto ao portão.
É um pássaro, preto ou não, morto nos umbrais junto ao portão.
Está morto, falecido, nem voa nem defeca em nenhuma testa.
Só está ali, falecendo e desmembrando,
morto e bem morto,nos umbrais junto ao portão.
E o pássaro morto até teria bom coração,
Mas bem que este mundo barão se tratou de o arranjar.
Agora é um passáro morto nos meus umbrais,
com os olhos negros, devassos e mortais,
só isso e nada mais.
Paulo Oliveira
Ou talvez, à luz do povo,
demónio meio-morto a assombrar nada nem ninguém nos meus umbrais.
Já para filosofias e metafísicas,
É um agoiro de horror e destruição,
E para mim só é um pássaro morto,
Nos umbrais junto ao portão.
É um pássaro, preto ou não, morto nos umbrais junto ao portão.
Está morto, falecido, nem voa nem defeca em nenhuma testa.
Só está ali, falecendo e desmembrando,
morto e bem morto,nos umbrais junto ao portão.
E o pássaro morto até teria bom coração,
Mas bem que este mundo barão se tratou de o arranjar.
Agora é um passáro morto nos meus umbrais,
com os olhos negros, devassos e mortais,
só isso e nada mais.
Paulo Oliveira
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