É um pássaro morto nos meus umbrais, é só isso e nada mais.
Ou talvez, à luz do povo,
demónio meio-morto a assombrar nada nem ninguém nos meus umbrais.
Já para filosofias e metafísicas,
É um agoiro de horror e destruição,
E para mim só é um pássaro morto,
Nos umbrais junto ao portão.
É um pássaro, preto ou não, morto nos umbrais junto ao portão.
Está morto, falecido, nem voa nem defeca em nenhuma testa.
Só está ali, falecendo e desmembrando,
morto e bem morto,nos umbrais junto ao portão.
E o pássaro morto até teria bom coração,
Mas bem que este mundo barão se tratou de o arranjar.
Agora é um passáro morto nos meus umbrais,
com os olhos negros, devassos e mortais,
só isso e nada mais.
Paulo Oliveira
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário