E venha um copo de aguardente,
E um brinde à minha tristeza.
E venha segundo copo de aguardente,
E um brinde à pobreza.
E venha o terceiro, e o quarto,
E um brinde ao dia que correu mal.
E venha o quinto copo de aguardente,
E um brinde à miséria mundial.
E venha o sexto copo de aguardante,
E um brinde aos desaires do senhor ao fundo do café.
E venha o sétimo copo de aguardente,
Pela chuva fria que cai no meu pé.
E venha o oitavo e o nono,
Que aos pares caem melhor.
E venha o décimo copo de aguardente,
Pela parede não ter cor.
E venha o décimo primeiro copo de aguardente,
Para ajudar à visão.
E venha o décimo segundo copo de aguardente,
Que me dói o coração.
E venha a última rodada,
Que a cabeça já está cansada.
E vai o último, pelo desportivismo,
E vou para casa, sem mais saudosismo,
Já que estou levemente embriagado.
Paulo Oliveira
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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