Para te dizer que estou infermo, diabo,
O tempo escolheu este momento para o nosso encontro.
E que tonto pensamento padecer sem qualquer intento à luz da tua justiça.
Estive são dentro do Seu pensamento,
E o topo afiado era morte para mim. Agora, estou infermo,
E caio à tua fronte, deponho o meu som à morte,
E a sorte, de padecer sobre ti neste momento.
Eu Fi-lo feliz, e tive dois palmos de ar para respirar,
Mas enraivecido sufoquei nos teus braços.
E agora, oh Deus dos Demónios, diz-me razão do meu estado infermo,
Se fugi do pensamento para o dia eterno sem ar,
Que se encontra suspenso no limbo da minha alma.
Paulo Oliveira
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Vamos cantar à luz da escuridão
Vem, Lurline, cantar à luz da escuridão.
Como na noite sem luar em Janeiro,
Em que te vi tão certa,
Descoberta a brilhar.
Londres, cidade sem luar,
E ainda tão cativo a passageiros,
Tantos como coveiros, a espelhar,
Em sete palmos de terra,
Oh injusta, cruel vida a te espelhar.
É o ventre, Lurline, da sétima arte,
Hedonismo à parte,
Não há possessão, e sou doce criança,
Com falta de um coração.
Lurline, tão anafórico,
Metáforico,
Como o sol a chuver do chão
Para o céu.
Já nem sou mais pessoa
E ainda me deixas em teu redor.
Tira esse véu de veludo,
E voa, para o céu sem luar.
Porque não há, na cidade do nevoeiro,
Um lago de Ballantines,
And expecting myself in there, smog country,
Near the slow signs.
E que cativante, que é,
Possuir o céu, sem estrelas,
E tê-las bem no fundo da mão.
E amor, então, então ?
Lurline,
and i may talk in your native language,
Such a sunshine day,
The brightest of the smiles,
And your cative heart.
Where's the moonlight, we need the moonlight.
Aqui, em Londres,
Vou-me afogar em mim mesmo.
E esquecer-me de ser eu,
Numa noite com luar.
É aqui, que vou cair,
Lurline, e talvez aprender a gostar,
De ver, e tentar amar,
Um céu, sem estrelas, Lurline,
Só e puro com o teu olhar.
Como na noite sem luar em Janeiro,
Em que te vi tão certa,
Descoberta a brilhar.
Londres, cidade sem luar,
E ainda tão cativo a passageiros,
Tantos como coveiros, a espelhar,
Em sete palmos de terra,
Oh injusta, cruel vida a te espelhar.
É o ventre, Lurline, da sétima arte,
Hedonismo à parte,
Não há possessão, e sou doce criança,
Com falta de um coração.
Lurline, tão anafórico,
Metáforico,
Como o sol a chuver do chão
Para o céu.
Já nem sou mais pessoa
E ainda me deixas em teu redor.
Tira esse véu de veludo,
E voa, para o céu sem luar.
Porque não há, na cidade do nevoeiro,
Um lago de Ballantines,
And expecting myself in there, smog country,
Near the slow signs.
E que cativante, que é,
Possuir o céu, sem estrelas,
E tê-las bem no fundo da mão.
E amor, então, então ?
Lurline,
and i may talk in your native language,
Such a sunshine day,
The brightest of the smiles,
And your cative heart.
Where's the moonlight, we need the moonlight.
Aqui, em Londres,
Vou-me afogar em mim mesmo.
E esquecer-me de ser eu,
Numa noite com luar.
É aqui, que vou cair,
Lurline, e talvez aprender a gostar,
De ver, e tentar amar,
Um céu, sem estrelas, Lurline,
Só e puro com o teu olhar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Greg dizia...
Greg dizia que o humano,
É um cão sem pêlo.
Já a minha mãe sempre disse,
Que não há homem que não que seja porco.
Ou todos os homens são porcos, pela filosofia.
Ou nem todos, e depois dizia Kurt que homem não-porco,
É em real aparência uma mulher.
E eu já disse, que o homem é um ser podre.
E pensamento vindo de podridão, deve-se adquirir com naturalidade.
Há-de haver o dia, dizia Martin Luther King,
Que um e outro vão dar a mão.
Com um aperto de mão ninguém protege as costas,
Dizia depois um amigo do meu pai.
Em refuta do pensamento de King.
E já bebi e falei, e podia ser o Gin a falar, que o homem é uma bactéria gigante.
Era o gin a falar, concerteza, não há homem em tom de roxo,
Nem verde, como o meu professor de biologia as faz enunciar.
E Torga comparou homem a Bichos,
Todos estes com letra maiuscula,
Porque a mulher é a obra perfeita do nosso Deus masculino.
É um cão sem pêlo.
Já a minha mãe sempre disse,
Que não há homem que não que seja porco.
Ou todos os homens são porcos, pela filosofia.
Ou nem todos, e depois dizia Kurt que homem não-porco,
É em real aparência uma mulher.
E eu já disse, que o homem é um ser podre.
E pensamento vindo de podridão, deve-se adquirir com naturalidade.
Há-de haver o dia, dizia Martin Luther King,
Que um e outro vão dar a mão.
Com um aperto de mão ninguém protege as costas,
Dizia depois um amigo do meu pai.
Em refuta do pensamento de King.
E já bebi e falei, e podia ser o Gin a falar, que o homem é uma bactéria gigante.
Era o gin a falar, concerteza, não há homem em tom de roxo,
Nem verde, como o meu professor de biologia as faz enunciar.
E Torga comparou homem a Bichos,
Todos estes com letra maiuscula,
Porque a mulher é a obra perfeita do nosso Deus masculino.
Analogénico.
Um incesto na cave,
Um vazio no coração. E sois,
Um Brahma conceituado,
Saido da boca de um Deus irado,
Animalesco, escasso.
Por muito que a poeira do solo nos teus pés guarnecida se exalte,
Não deixa de ser mais infímos pares de olhos a fitar-te.
E a amar-te, a desejar-te, leve mas profundamente.
Irados, mas resignantes.
E da poeira dos teus pés e dos fluídos que lanças,
Chegam por ti mesmo à tua porta lembranças,
Da falha bem proporcionada,
Holocaustica,
Essa vida.
Um vazio no coração. E sois,
Um Brahma conceituado,
Saido da boca de um Deus irado,
Animalesco, escasso.
Por muito que a poeira do solo nos teus pés guarnecida se exalte,
Não deixa de ser mais infímos pares de olhos a fitar-te.
E a amar-te, a desejar-te, leve mas profundamente.
Irados, mas resignantes.
E da poeira dos teus pés e dos fluídos que lanças,
Chegam por ti mesmo à tua porta lembranças,
Da falha bem proporcionada,
Holocaustica,
Essa vida.
terça-feira, 24 de março de 2009
Já depus por ti a tua prece.
E agora só sonho nesse medonho encanto,
Que deponho neste manto de emaranhados,
E de mal-retornados, sonhos, esses sonhos.
E por quanta viagem já paguei,
De volta da minha alma,
que padece tão calma,
Neste confim de serenidades.
Se suponho ser mar, então sou rio,
E padeço terno e frio,
Por entre o sonho de ser o sol.
E se sonho ser o sol,
Acabo como uma brisa,
Foliada e fria,
Com travo a destilado alcool.
Se materializo, perco-me por miragens.
Se me resigno, perco-me no sonho de materializar miragens.
E se me perco no sonho de materializar miragens, acabo por o fazer,
E por sonhar resignado, acabo bem acordado e sem nada que fazer.
Já paguei tanta volta da minha alma,
E caí em mim por engano,
Que nem sei se me rodeia o mundo ou em majenta, um fraco pano de fundo.
Seja como for, sou um actor poeta sem preconceito,
Sem sonhos no coração
Nem arranhões marcados no peito.
E acaba a cena da redenção.
Paulo Oliveira
E agora só sonho nesse medonho encanto,
Que deponho neste manto de emaranhados,
E de mal-retornados, sonhos, esses sonhos.
E por quanta viagem já paguei,
De volta da minha alma,
que padece tão calma,
Neste confim de serenidades.
Se suponho ser mar, então sou rio,
E padeço terno e frio,
Por entre o sonho de ser o sol.
E se sonho ser o sol,
Acabo como uma brisa,
Foliada e fria,
Com travo a destilado alcool.
Se materializo, perco-me por miragens.
Se me resigno, perco-me no sonho de materializar miragens.
E se me perco no sonho de materializar miragens, acabo por o fazer,
E por sonhar resignado, acabo bem acordado e sem nada que fazer.
Já paguei tanta volta da minha alma,
E caí em mim por engano,
Que nem sei se me rodeia o mundo ou em majenta, um fraco pano de fundo.
Seja como for, sou um actor poeta sem preconceito,
Sem sonhos no coração
Nem arranhões marcados no peito.
E acaba a cena da redenção.
Paulo Oliveira
sábado, 21 de março de 2009
Insane, i keep wondering, why would Wayne born ?
And over tomorrow, i gazed a stare, while it kept coming
Running over the vines and the pines, and the shadows upon itself.
Wayne was being created, like a simphony in the making,
With harsh notes and plain devote sentimentalism,
For whom the sentimentalism is just nothing more than anything,
As it is itself.
As i crumbled over the death wishes of the crowd,
And the glory sound of evil and terror, and as Jesus was being faded
Into a blooded wound, i keep steady, feeling more than the incest
Between my heart and my doom.
Tomorrow kept coming, faster than the morning blast,
And soon it was so near, that the world shivered,
And recreated itself in his own magesture.
Oh, our sins...
World has his saviour.
And over tomorrow, i gazed a stare, while it kept coming
Running over the vines and the pines, and the shadows upon itself.
Wayne was being created, like a simphony in the making,
With harsh notes and plain devote sentimentalism,
For whom the sentimentalism is just nothing more than anything,
As it is itself.
As i crumbled over the death wishes of the crowd,
And the glory sound of evil and terror, and as Jesus was being faded
Into a blooded wound, i keep steady, feeling more than the incest
Between my heart and my doom.
Tomorrow kept coming, faster than the morning blast,
And soon it was so near, that the world shivered,
And recreated itself in his own magesture.
Oh, our sins...
World has his saviour.
quinta-feira, 12 de março de 2009
O Burlesco do Chiado de Lisboa
Sempre houve secretamente no chiado de Lisboa,
Um burlesco violeta, uma ruína de jovens rapazes,
Um poço infindável de pesetas e tostões a brotar pela noite.
Uma ruína de jovens rapazes,
E Deus, eu sei, eu sou um deles.
Hoje, já nao há no Chiado o mercado do romance,
E já ninguém se perde nas ruínas do Burlesco.
As ruínas já não arruinam em transe nenhum jovem passageiro no Chiado de Lisboa.
Paulo Oliveira
Um burlesco violeta, uma ruína de jovens rapazes,
Um poço infindável de pesetas e tostões a brotar pela noite.
Uma ruína de jovens rapazes,
E Deus, eu sei, eu sou um deles.
Hoje, já nao há no Chiado o mercado do romance,
E já ninguém se perde nas ruínas do Burlesco.
As ruínas já não arruinam em transe nenhum jovem passageiro no Chiado de Lisboa.
Paulo Oliveira
terça-feira, 10 de março de 2009
( É sempre conveniente sermos míseros e desesperados. )
Ela saiu do seu quarto, qual donzela encantada,
Atravessou a sala parecendo desesperada,
Saiu à rua e gritou melodicamente, num jeito demente,
Deu dois passos de dança,
E ajeitou no fim a longa trança vermelha,
E o sol conjurou-se em vénias.
Nada mais havia a fazer,
E foi aí que eu a conheci.
Ela volta ao seu quarto,
E olha-se ao espelho.
O quarto entra em combustão à medida que ela arranja o seu cabelo,
E eu cada vez mais teço em mim a opinião,
Que sou apenas um estranho com os pés no chão.
Ela saiu do seu quarto, qual donzela encantada,
Atravessou a sala parecendo desesperada,
Saiu à rua e gritou melodicamente, num jeito demente,
Deu dois passos de dança,
E ajeitou no fim a longa trança vermelha,
E o sol conjurou-se em vénias.
Nada mais havia a fazer,
E foi aí que eu a conheci.
Ela volta ao seu quarto,
E olha-se ao espelho.
O quarto entra em combustão à medida que ela arranja o seu cabelo,
E eu cada vez mais teço em mim a opinião,
Que sou apenas um estranho com os pés no chão.
sábado, 7 de março de 2009
O céu paira pela Terra no bréu da noite.
E estas nuvens terrenas, que eu vejo, o que são Ishmael ?
Serão chuva ? Serão sangue ? Serão Bourbon com travo a mel ?
Serão uma chama extinta que ainda orbita entre nós ?
Oh, Ishmael, diz-me, porque a terra é veludo,
Diz-me porque não se molha com as lágrimas que fazes cair sobre o chão.
Porque é o céu negro e ainda assim o horizonte teima em brilhar, incessantemente,
Sem fim aparente, até onde chega o olhar ?
Diz-me, Ishmael, sem rodeios, porque vejo os olhos dela sem qualquer distorção,
E caminho para o desconhecido, e eles teimam em brilhar.
Paulo Oliveira
E estas nuvens terrenas, que eu vejo, o que são Ishmael ?
Serão chuva ? Serão sangue ? Serão Bourbon com travo a mel ?
Serão uma chama extinta que ainda orbita entre nós ?
Oh, Ishmael, diz-me, porque a terra é veludo,
Diz-me porque não se molha com as lágrimas que fazes cair sobre o chão.
Porque é o céu negro e ainda assim o horizonte teima em brilhar, incessantemente,
Sem fim aparente, até onde chega o olhar ?
Diz-me, Ishmael, sem rodeios, porque vejo os olhos dela sem qualquer distorção,
E caminho para o desconhecido, e eles teimam em brilhar.
Paulo Oliveira
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