Vem, Lurline, cantar à luz da escuridão.
Como na noite sem luar em Janeiro,
Em que te vi tão certa,
Descoberta a brilhar.
Londres, cidade sem luar,
E ainda tão cativo a passageiros,
Tantos como coveiros, a espelhar,
Em sete palmos de terra,
Oh injusta, cruel vida a te espelhar.
É o ventre, Lurline, da sétima arte,
Hedonismo à parte,
Não há possessão, e sou doce criança,
Com falta de um coração.
Lurline, tão anafórico,
Metáforico,
Como o sol a chuver do chão
Para o céu.
Já nem sou mais pessoa
E ainda me deixas em teu redor.
Tira esse véu de veludo,
E voa, para o céu sem luar.
Porque não há, na cidade do nevoeiro,
Um lago de Ballantines,
And expecting myself in there, smog country,
Near the slow signs.
E que cativante, que é,
Possuir o céu, sem estrelas,
E tê-las bem no fundo da mão.
E amor, então, então ?
Lurline,
and i may talk in your native language,
Such a sunshine day,
The brightest of the smiles,
And your cative heart.
Where's the moonlight, we need the moonlight.
Aqui, em Londres,
Vou-me afogar em mim mesmo.
E esquecer-me de ser eu,
Numa noite com luar.
É aqui, que vou cair,
Lurline, e talvez aprender a gostar,
De ver, e tentar amar,
Um céu, sem estrelas, Lurline,
Só e puro com o teu olhar.
domingo, 29 de março de 2009
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