terça-feira, 14 de abril de 2009

O céu nasceu cinzento,
O pasto move-se sem vento,
O intento nefasto torna-se num humilde contemplamento.
As pessoas falam mas não as oiço,
Eu não falo e elas ouvem-me, eu choro e soa um riso acalorado.
Sou pequeno, mas sou amado.
Ouve-se o som do silêncio, mas eu gritei por fado.
Eu voo e só queria caminhar e grito e só queria suspirar.
Mas é a minha metamorfose.
Já o céu é azul, o nefasto intento não tem qualquer contemplamento,
E o sol brilha de dia e morre de noite.
Mas a minha alma ? Fugiu,
E sentou-se no pasto que se move sem vento,
Podia chorar, mas sorriu.

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