sexta-feira, 10 de abril de 2009

O céu vai-se pintar de uma cor,
De azul, ou cinzento, ou vermelho, ou de que quer que seja
e mesmo assim vai haver um mesmo céu,
Com essa mesma cor, qualquer que seja.
Os meus olhos vão-se abrir de uma cor,
Em constante mudança,
Em primorosa alternância entre o seu espectro,
E mesmo assim, haverão dois mesmo olhos,
Que se alternarão, com a sua majestosa delicadeza,
Entre o meu próprio e também seu espectro.
Que é de qualquer outro também.
O meu coração, que tomo como meu e certo,
Sente o mesmo que outro coração qualquer,
Que se encontra perto do íman, himen partido,
Que é só teu, que não vejo em qualquer outro ser.
Então pensar ser diferente pelo simples facto de o ser,
É um simples erro logístico.
É também, ( Oh, Deus ! ) admitir que o mundo é igual e entediante.
Mas num raio de sorte diz-se pelos caminhos calçados das ruas que viver é simplesmente sentir. Sentir diferente.

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